• CLONES Resistentes
    CLONES Resistentes

     

     

     

     

     

    Clones resistentes, Banco de Germoplasma, Portugal. 2014

  • CASTANHEIRO Centenário
    CASTANHEIRO Centenário

     

     

     

    Lagarelhos, Bragança, Portugal. 2014

  • POLINIZAÇÃO
    POLINIZAÇÃO

     

     

     

     

     

    Rebordaínhos, Trás-os-Montes, Portugal. 2013

  • SOUTO Paisagem de Inverno
    SOUTO Paisagem de Inverno

     

     

      

    Serra de São Mamede, Marvão, Portugal, 2014.

  • TALHADIA
    TALHADIA

     

     

     

     

       

    Serra de São Mamede, Portugal, 2014

  • AMENTILHOS
    AMENTILHOS

     

     

     

     

     

    Rebordaínhos, Trás-os-Montes, Portugal. 2014

  • OURIÇOS
    OURIÇOS

     

     

     

     

     

    Bragança, Trás-os-Montes, Portugal. 2014

  • OURIÇOS
    OURIÇOS

     

     

     

     

     

    Serra de São Mamede, Portugal. 2014

  • SOUTO Paisagem de Verão
    SOUTO Paisagem de Verão

       

     

     

    Serra de São Mamede, Portugal. 2014

Ecologia: Desenvolvimento evolucionário, Edafoclimatologia, Soutos, Castinçais

 

Nas plantas, devido à variação alelomórfica, muitos dos traços genéticos mostram uma considerável plasticidade em populações naturais, definindo assim uma ampla gama reactiva onde os mecanismos da selecção natural podem operar no apuramento da sobrevivência dos indivíduos mais fortes, ou mais bem adaptados, e suas descendências.

Desta forma, essa plasticidade tem estado na origem na segregação e multiplicação de espécies do mesmo género Castanea, donde resultam, com o tempo, genótipos natural e especialmente adaptados a determinadas regiões edafoclimáticas. Doutra forma, e por acção do homem, essa segregação resultou também, e aceleradamente, de melhoramentos artificiais induzidos por enxertias e cruzamentos controlados, com a selecção e multiplicação dos indivíduos escolhidos, e, por outro lado, pela influência dos microclimas de determinadas explorações rurais que se encontravam, histórica e tradicionalmente, desconectadas entre si. No processo da evolução selectiva e adaptação evolucionária induzida por estes factores, resultou, assim se pensa, que muitos dos traços genéticos existentes nas espécies de origem se têm vindo a perder ou a não se expressarem nos indivíduos ou espécies mais recentes e deles filogeneticamente derivados. Assim se pode compreender que algumas espécies de castanheiro, porventura as mais antigas, tenham evoluído para deterem resistências naturais a determinadas agressões existentes no seus meios naturais, mas que se tenham perdido, ou não se têm vindo a expressar convenientemente, nas espécies que evoluíram em meios naturais onde essas agressões naturalmente não existem.

Porém, no actual processo acelerado de globalização, uma das ameaças em curso é a propagação de doenças e pragas às zonas onde aquelas espécies deixaram de deter os referidos mecanismos de resistência natural, configurando-se assim um novo quadro de ameaças e perigos com resultados muitas vezes dramáticos, tais como a devastação quase completa de zonas plantadas, pela simples morte das plantas, ou a enorme perda do vigor da planta com a consequente diminuição de produtividade do fruto. Contudo, muitas vezes é observado que em zonas onde essas doenças e pragas afligem, persistem árvores que sobrevivem e mantêm um extraordinário vigor. Essas árvores demonstram que podem manter ainda, a nível celular e molecular, alguns traços da resistência, pelo que são consideradas árvores especiais. A recolha e a análise de material vegetal destas árvores é, pois, de primordial importância para o estudo genómico e no sentido de encontrar os procedimentos para propagar descendências que mantenham esses traços e características. Com particular relevância neste grupo de árvores especiais se revestem, também, as árvores centenárias, detentoras de recursos genéticos potencialmente interessantes no âmbito de cruzamentos controlados, e importantes, igualmente, para o estudo da paleobiologia, da filogenia, da genética populacional e do desenvolvimento evolucionário.

Neste sentido, esta área de investação tem o seu enfoque no estudo das variações que se podem observar a nível genético nas várias populações e espécies, quer em filogenia quer em distribuição geográfica, no estudo das condições edafoclimáticas existentes nos vários soutos e castinçais, incluindo o estudo da práticas tradicionais ainda em uso pelas respectivas comunidades rurais, e criar inventários, mapas, cartas, estatísticas, e bases de dados das informações localmente recolhidas. Os resultados desta investigação devem contribuir para uma melhor compreensão dos fenómenos da resistência observada em determinadas espécies ou populações, e aplicar, sequentemente, no aumento dos conhecimentos sobre a base genética - incluindo a descoberta, localização, estrutura e funcionamento dos genes - dos mecanismos celulares e moleculares da acção de agressão e de resposta das plantas aos vários agentes da adversidade, biótica ou abiótica. Paralelamente, este estudo permite aumentar os nossos conhecimentos sobre o perfil de diversidade existente nas amostras naturais, incluindo as mutações e os polimorfismos, ampliando a restrição imposta pela limitada diversidade clonal propagada in vitro, contribuindo para os actuais avanços na área da metagenómica, ou, como algumas vez é também designada, da genómica ambiental ou ecogenómica. O recurso a esta diversidade natural permite-nos, também, completar os nossos conhecimentos sobre a epigenómica e contribuir para uma melhor compreensão da expressão dos genes através das modificações epigenéticas do material genético.

 

 

Metodologia

 

Instrumentação 

 

 

 

 

plantas 0004 artigos