• CLONES Resistentes
    CLONES Resistentes

     

     

     

     

     

    Clones resistentes, Banco de Germoplasma, Portugal. 2014

  • CASTANHEIRO Centenário
    CASTANHEIRO Centenário

     

     

     

    Lagarelhos, Bragança, Portugal. 2014

  • POLINIZAÇÃO
    POLINIZAÇÃO

     

     

     

     

     

    Rebordaínhos, Trás-os-Montes, Portugal. 2013

  • SOUTO Paisagem de Inverno
    SOUTO Paisagem de Inverno

     

     

      

    Serra de São Mamede, Marvão, Portugal, 2014.

  • TALHADIA
    TALHADIA

     

     

     

     

       

    Serra de São Mamede, Portugal, 2014

  • AMENTILHOS
    AMENTILHOS

     

     

     

     

     

    Rebordaínhos, Trás-os-Montes, Portugal. 2014

  • OURIÇOS
    OURIÇOS

     

     

     

     

     

    Bragança, Trás-os-Montes, Portugal. 2014

  • OURIÇOS
    OURIÇOS

     

     

     

     

     

    Serra de São Mamede, Portugal. 2014

  • SOUTO Paisagem de Verão
    SOUTO Paisagem de Verão

       

     

     

    Serra de São Mamede, Portugal. 2014

Genómica: Genotipagem, Fenotipagem, Transcriptómica

 

Após a descoberta seminal da estrutura física e química do DNA, o maior desafio para a biologia tem vindo a ser a descoberta dos genes responsáveis pelos mecanismos do funcionamento a nível molecular e celular dos processos e atributos da vida, especificamente sobre a estrutura, a função e a dinâmica dos organismos, incluindo a sua reprodução. Dito de outra forma, o maior desafio é compreender com que letras e palavras se escreve o livro da vida, e de que forma se devem interpretar as frases que codificam o funcionamento dos processos e mecanismos vitais. O conhecimento gerado pode contribuir para o desenvolvimento de metodologias e técnicas a serem utilizadas para o nosso benefício, como é, no âmbito do presente projecto, a engenharia de plantas melhoradas com enfoques específicos de determinadas características pretendidas.

Os enormes e rápidos avanços nas metodologias actualmente em curso, associadas à utilização de novos processos e instrumentos, incluindo o desenvolvimento da bio-informática, tem vindo, muito recentemente, a criar vários programas a nível mundial com o propósito de resolver aquele desafio. Estes avanços, especificamente ligados aos processos de extração de DNA e RNA, de sequenciação de DNA, de criação de indicadores quantitativos, de mapeamento genético, de criação e optimização de bases de dados e de programas informáticos para o tratamento e análise da informação produzida, têm vindo a permitir desenvolvimentos substanciais nas áreas da genética, da transcriptómica e da fenotipagem. Esses avanços têm possibilitado aumentar o nosso conhecimento a nível fundamental, relacionado, por um lado, com a identificação dos genes, a sua localização e estrutura, o seu funcionamento e interacção, e, por outro, fazer-nos compreender que, por exemplo, todos ou grande parte dos genes são altamente polimórficos, com múltiplos alelos, e cuja frequência varia de população em população, e que grande parte da diversidade genética se encontra escondida na forma de alelos que não codificam diferenças fenotípicas claramente observáveis.

Da enorme dificuldade em extrair informação útil da análise das várias amostras de DNA em estudo, e que nos permita codificar essa informação na descoberta dos genes, requer não só um trabalho contínuo de tratamento de vastas quantidades de informação, mas também o desenvolvimento de várias abordagens que nos permitam restringir uma certa aleatoriedade na construção das letras e das palavras, tal como referido acima, possibilitando diminuir o tempo da investigação e criar formas de rapidamente conectar os genes à sua expressão, e construir o mapa final do genoma.

Essas abordagens são diversas, e, passando pelos domínios da genética estrutural e da genética funcional, e utilizando os recursos da epigenética e da genómica ambiental, do estudo do perfil da diversidade nas amostras naturais, da biologia evolucionária e da distribuição filogenética, do estudo dos processos fisiológicos e metabólicos, do estudo sobre a caracterização fenológica, e dos mecanismos observáveis de adaptação a condições ambientais e de agressão e resposta a determinados estímulos, permite-nos encontrar ligações que restringem aquela aleatoriedade e encontrar o caminho para a descoberta.

Neste sentido, o enfoque desta área de investigação prende-se com a utilização dos recursos actualmente existentes, seja a nível dos conhecimentos seja a nível das tecnologias e metodologias, para descobrir a base genética e molecular responsável pelos mecanismos de resistência, ou resiliência, a determinadas agressões bióticas, causadas, prioritariamente, pelos agentes patogénicos responsáveis pela doença da tinta e do cancro do castanheiro, e utilizar os conhecimentos gerados para desenvolver plantas melhoradas que consigam incorporar, na sua base genética, esses mecanismos de defesa, de uma forma estável, homogénea e permanente, isto é, sem degeneração da função nos descendentes por propagação sexuada.

Este enfoque de investigação trabalha em estreita ligação com os conhecimentos gerados nas outras áreas de investigação e, utilizando os recursos existentes e a desenvolverem-se, nomeadamente na criação de parques de pés-mãe, bosquetes, povoamentos e outros bancos de germoplasma, de plantas molecularmente marcadas, de plantas com pedigree determinado e filogenias conhecidas, de características fenológicas e fisiológicas estudadas, de mapas epidemiológicos, de programas de cruzamentos controlados, tem como objectivo acelerar e encontrar o caminho da descoberta.

 

Metodologia

 

Instrumentação 

 

 

clones resistentes 001 produtos